sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Administração Por Objetivos – APO

O termo Administração por Objetivos foi abordado por Peter Drucker em 1954 em seu livro The Practice of Management (A prática da gerência).
Enquanto as teorias anteriores enfatizavam o processo produtivo (como fazer, com que meios fazer), a APO desloca o foco para os objetivos (por que fazer).
Para que esses objetivos sejam postos em ação, eles necessariamente têm que ser claros, mensuráveis, e devem evitar ambiguidades e expressar a realidade da organização.
É um processo que associa o sucesso da organização ao entendimento de seus objetivos previamente acertados entre a organização e seus funcionários.
Características principais: Estabelecimento do conjunto de objetivos entre o executivo e seu superior; Estabelecimento do conjunto de objetivos para cada departamento ou posição; Interligação dos objetivos departamentais; Elaboração de planos táticos e operacionais, com ênfase na mensuração e no controle; Contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos; Participação atuante de chefia; Apoio intenso do staff durante os primeiros períodos.


tipos de empresas estruturalista

A Teoria Estruturalista surgiu por volta da década de 1950 nos EUA e procurava combinar os pressupostos da Teoria Burocrática com as propostas da Teoria das Relações Humanas, ou seja, seu olhar compreendia tanto aspectos ligados aos processos, como também às pessoas.
O estruturalismo teve forte influência nas Ciências Sociais, como: Filosofia, Psicologia, Antropologia, Matemática e Linguística. Apresenta uma visão extremamente crítica da organização formal. Dentro de uma organização, todas as partes estão estruturadas (subordinadas umas às outras) de tal forma que alterações em qualquer uma delas implica rever o todo. É a teoria que se preocupa com o todo e com o relacionamento das partes na constituição do todo. A totalidade, a interdependência das partes e o fato de que o todo é maior do que a simples soma das partes são suas características básicas. Ela mostra a organização como um sistema aberto que se relaciona com o ambiente e com outras organizações.
Enquanto a Teoria Clássica caracteriza o “homo economicus” e a Teoria das Relações Humanas, "o homem social", a Teoria Estruturalista focaliza o "homem organizacional". A pessoa que desempenha diferentes papéis em várias organizações. Na sociedade de organizações, moderna e industrializada, refere-se à figura do homem organizacional que participa de várias organizações. As organizações sociais são consequência da necessidade que as pessoas têm de se relacionarem e juntarem-se a outras, com o propósito de poderem realizar seus objetivos. Dentro da organização social, as pessoas ocupam certos papéis. Papel significa um conjunto de comportamentos solicitados a uma pessoa; é a expectativa de desempenho por parte do grupo social e consequente internalização dos valores e normas que o grupo, explícita ou implicitamente, prescreve ao indivíduo. O papel prescrito para o indivíduo é reforçado pela sua própria motivação em desempenhá-lo eficazmente. Cada pessoa pertence a vários grupos e organizações e desempenha diversos papéis, ocupa muitas posições e suporta grande número de normas e regras diferentes.
A ideia básica do Estruturalismo é considerar a organização em todos os seus aspectos como uma só estrutura, fornecendo uma visão integrada da mesma: analisar as influências de aspectos externos sobre a organização, o impacto de seus próprios aspectos internos, as múltiplas relações que se estabelecem entre eles.

Os estruturalistas além de se preocupar com os fenômenos internos, também se preocupam com os fenômenos que ocorrem externamente nas organizações, mas que afetam os que ocorrem dentro delas, ou seja, os fenômenos internos. Assim, os estruturalistas se baseiam em uma abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização como base de seus estudos. A análise organizacional passa a ser feita através de uma abordagem múltipla, ou seja, através das análises intra-organizacional (fenômenos internos) e interorganizacional (fenômeos externos).


teoria

O desenvolvimento da administração se deu em diversas fases, com diversos autores, e cada um deles abordou o processo de tomada de decisão de uma forma, levando em conta o período (em termos de tempo) em que estavam e a própria configuração e desenvolvimento das organizações. Assim, podemos dizer que existem várias teorias sobre a forma de administrar uma organização e esse conjunto de teorias se chama Teoria Geral da Administração.
Podemos definir Teoria da Administração como um conjunto de proposições que buscam explicar os fatos, bem como oferecer ações que possam orientar os administradores na tomada de decisões. Não há uma teoria que atenda a todas as necessidades da organização. À medida que o resultado de um estudo é posto em prática, produz certa alteração no “equilíbrio organizacional” e acarreta mudanças nos processos. Este fato abre espaço para o surgimento de novas dificuldades que darão origem a novos estudos e a novas Teorias. Isso ocorre de maneira cíclica e infindável.
Optamos pela teoria clássica que esta correlacionada gestão de processos administrativos. A Teoria Clássica foi apresentada na França, em 1916, por seu idealizador, Henri Fayol. Caracteriza-se pela ênfase na estrutura organizacional e pela busca da máxima eficiência, através de alguns princípios básicos como:
Ordem – Deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar;
Espírito de equipe – O trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro da equipe. Os integrantes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para que defendam seus propósitos;
Iniciativa – Deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo;
Divisão do trabalho – Especialização dos funcionários desde o topo da hierarquia até os operários da fábrica, favorecendo a eficiência da produção e aumentando a produtividade.
Fayol estabeleceu também seis funções básicas que ele julgava serem necessárias para qualquer empresa. São elas: •Funções técnicas – Relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa; •Funções comerciais – Relacionadas com a compra, venda e permutação; •Funções financeiras – Relacionadas com a procura e gerência de capitais. •Funções de segurança – Relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas; •Funções contábeis – Relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas; •Funções administrativas – Relacionadas com a integração das outras cinco funções. As funções administrativas coordenam as demais funções da empresa.
A teoria das relações humana também contribui para a historia da administração, então mencionaremos a Teoria das Relações Humanas, onde visa se preocupar com a figura humana dentro das organizações, dai surgiu o conceito de que o trabalhador satisfeito produz mais, assim foi implementada teorias focadas na motivação do trabalhador.
Falar em relações humanas é considerar todo tipo de ralação social ou interação entre os indivíduos. Esta é uma questão abordada por diversas ciências, dentre elas, a sociologia, a
antropologia, a biologia, a política, economia, as ciências naturais, enfim, aquilo que envolve o homem ai está às relações humanas. No trabalho, estas relações são necessárias, pois toda empresa, seja ela de grande, médio ou pequeno porte, tem como principio de funcionamento a trabalho em conjunto, a coletividade, pois a maioria das tarefas é realizada por grandes grupos de pessoas, onde cada um tem sua função. Este processo de divisão do trabalho se deu ao longo de tempo e teve seu auge quando foi iniciada a revolução industrial e o a inserção do sistema capitalista de produção, que visa o lucro a produtividade, ou seja, cada pessoa fazendo exclusivamente determinada tarefa aumentaria a produtividade e minimizaria o tempo gasto no processo de produção. Valem lembrar que as relações humanas não estão estritamente ligadas apenas às relações entre as pessoas, mas ao também ambiente de trabalho, ou de atuação, ou seja, na escola entre os alunos, em casa, coma família, e também a relação do empregado com a empresa, visto que desta relação é que será ditada a produtividade daquela empresa. É necessário conhecer o individuo para conhecer suas qualificações, suas necessidades e limitações para que ele seja utilizado para ser útil dentro da empresa e que também possa está realizado fazendo determinado trabalho, para a satisfação da empresa e do trabalhador estarem sempre produzindo qualitativamente. Em suma pode-se dizer que relações humanas estão diretamente ligadas ao fator respeito, respeito pelo trabalhador e pelo seu trabalho, assim também do trabalhador para com a empresa, e os demais colegas de trabalho, respeito mútuo pelo indivíduo e pelo seu trabalho. http://www.webartigos.com/artigos/relacoes-humanas/33230/#ixzz2DkQLwC9O
O Conselho nacional de Pesquisas dos EUA, em 1927, realizou a Experiência de Hawthorne numa fábrica da Western Eletric Company, situada em Chicago. A experiência de Hawthorne teve o objetivo de detectar a relação entre a intensidade da iluminação e a competência dos operários, medida por meio do ritmo de produção. A experiência foi coordenada por Elton Mayo, que analisou os níveis de fadiga, acidentes laboral, mudança de turno e as consequências das condições de trabalho na vida e produtividade do profissional. Elton Mayo era médico e pertencia a uma equipe de Harvard, sua especialidade era em psicopatologia.
A partir dessas análises, perceberam que a produção depende da expectativa do grupo, dos benefícios cedidos pela empresa, intervalos de descanso e das refeições servidas. Na terceira fase, vale ressaltar que as senhoritas sentiam-se humilhadas perante a supervisão vigilante, a partir dessa fase foi inserido na empresa o programa de Entrevistas (Interviewing Program) para que fosse possível ter um conhecimento mais profundo sobre as opiniões e sentimentos dos funcionários na organização. http://pt.wikipedia.org/wiki/Experiência_de_Hawthorne 
Também é importante mencionar a Teoria Burocrática que complementa a historia da administração, porque concentra seus estudos na racionalização das tarefas.
A Teoria Burocrática foi formalizada por Max Weber, no início do século XX, na Alemanha, mas só começou a ser amplamente divulgada na década de 1940, nos EUA, após a sua morte. Weber partiu da premissa de que o traço mais relevante da sociedade ocidental, no século XX, era o agrupamento social em organizações, assim, procurou fazer um mapeamento de como se estabelece o poder nessas entidades. Em seus estudos observou que a fragilidade e parcialidade tanto da Teoria Clássica como da Teoria das Relações Humanas, ambas oponentes e contraditórias entre si, mas sem possibilitarem uma abordagem global, integrada e envolvente dos problemas organizacionais, revelam dois pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo, tanto da estrutura como dos participantes da organização. Hoje, podemos observar que uma determinada empresa tem sempre um maior ou menor grau de burocratização, dependendo da maior ou menor observância destes princípios que são formulados para atender à máxima racionalização e eficiência do sistema social (por exemplo, a empresa) organizado. Assim, pode-se se dizer que a Teoria Burocrática, foi um importante ponto de partida para as organizações criando um direcionamento administrativo. Apesar das suas limitações e consequentes disfunções, internalização das regras, excesso de formalismo ela serve como base para reflexões positivas e normativas que visam explicar a realidade.  
 

 

 

CONCEITO

A administração, gerenciamento ou gestão de empresas, é uma ciencia humana fundamentada em um conjunto de normas e funcoes elaboradas para disciplinar elementos de produção.
Segundo Jucélio Paiva (2011, pág. 12), "Administrar é o processo de dirigir ações que utilizam recursos para atingir objetivos. Embora seja importante em qualquer escala de aplicação de recursos, a principal razão para o estudo da administração é seu impacto sobre o desempenho das organizações. É a forma como são administradas que torna as organizações mais ou menos capazes de utilizar corretamente seus recursos para atingir os objetivos corretos".
O processo administrativo é um fenômeno tão antigo quanto o homem. Durante muitos séculos, ele recebeu influência de diversos povos (romanos, gregos, assírios, entre outros), de entidades, como a Igreja Católica e as Organizações Militares, bem como dos filósofos e economistas liberais. Este processo foi conduzido de forma empírica, tendo caráter formal somente após a consolidação da Revolução Industrial já no final do século XIX.
A primeira escola de administração do mundo foi aberta na Universidade da Pensilvânia (EUA), resultado de uma doação em dinheiro de Joseph Wharton.  no Brasil a administração chegou no final do século XIX, em consequencia do desdobramento da industria cafeeira. A riqueza acumulada com o café dinamizou o mercado consumidor e estimulou o desenvolvimento industrial.
Concentrando-se no setor de bens de consumo não duráveis, o processo de industrialização foi paulatinamente envolvendo outros setores. Empresas estrangeiras instaladas no país, como a anglo-canadense Light & Power e a norte-americana Bond and Share, ampliaram os serviços urbanos de água, luz e transportes.
Até a década de 1920, a industrialização brasileira era pouco expressiva e o Brasil tinha sua economia centrada na exportação do café. As primeiras fábricas brasileiras dedicavam-se à produção de bens não duráveis, como tecidos e alimentos.
No início do século XX o capital estrangeiro, principalmente o norte-americano, ampliou sua presença no Brasil. A transformação econômica e social pela qual o mundo passou após esse período fez o Brasil rever sua matriz econômica e produtiva. A partir desta época, a economia brasileira desloca seu foco do campo (agrário) para a cidade (industrial). A agricultura começou a perder forças para a indústria.
Essa nova realidade demandava uma mão de obra especializada capaz de enfrentar os novos desafios com competência e profissionalismo. Uma nova categoria de profissionais agora se fazia necessária. Era o técnico capacitado para enfrentar os novos desafios propostos pelo processo de industrialização que tomava conta da nação.
Administrador como profissão foi regulamentada pela Lei n. 4769, de 9 de setembro de 1965, que pode ser acessada pelo site: www.planalto.gov.br. Nesta regulamentação constam os direitos, deveres e funções do administrador bem como o órgão de classe que reúne os profissionais da área, denominado de CFA – Conselho Federal de Administração – e suas unidades regionais, os CRAs – Conselho Regional de Administração.
As áreas de atuação do Administrador regulamentadas pelo sistema CFA/CRA são:
- Administração e Seleção de Pessoal/Recursos Humanos;
- Organização e Métodos/Análise de Sistemas;
- Orçamento;
- Administração de Material/Logística;
- Administração Financeira;
- Administração Mercadológica/Marketing;
- Administração de Produção;
- Relações Industriais/Benefícios/Segurança do Trabalho.